14/08/2026

Belelélula

Que bélula,
a dona libélula!
Quem, tendo asas,
não quereria quatro,

como élula?

Abaixo os Ponteiros

Quem é você
p’ra me
diz
e
r

que é que
eu tenho
que fa
zer
?
!

Irmãos Cara-mais-ó

Os irmãos Cara-mais-ó,
cara lavada que só,
um é tapado, o outro bocó,
não leem! só falam!
que dó!

Visitas da Biblioteca

São só duas professoras,
mas são muito diferentes,
uma chega devagar,
a outra vem de repente,
uma gosta da verdade,
a outra… de quem não mente.

No alto do prédio ao lado,
assentou-se um passarão
e ficou lá vigiando
toda nossa animação;
parecia um bem-te-vi,
dimensão de bem-te-vão.

Às vezes são barulhentos,
às vezes são uns amores,
um começa a uivar,
todos viram trovadores,
o som que vem da janela
é o coral dos cães cantores.

No alto da escadinha,
a biblioteca bacana
repousa, escondidinha,
visitas toda semana,
guardando histórias da vida
“Gostosas como bananas!”

13/08/2026

Resumo de Pilar na Amazônia

Os pilares desta história
são Pilar, Breno e o gato,
à Amazônia eles vão
para investigar um fato,
se era o homem no jornal
pai sumido, não boato!

Foi julgada esquisita,
— e era isso muito chato! —
pois Pilar não conhecia
o pai que o destino ingrato
lhe roubara e... devolvia
num jornal tão inexato?!

Eles têm a rede mágica,
e já nela entrara o gato,
aparatam para lá,
pra floresta indo a jato,
prum barco cheio de redes,
navegando bem pacato!

Em mar de redes se deitam,
viajando com recato,
gato ali foi encontrado,
lambendo açaí num prato,
passeando no Amazonas,
ficou roxo — que barato!

Solimões, o rio barroso,
Rio Negro, em contato,
Que as águas não se fundiam
perceberam já no ato,
e fazendo mais amigos,
conversaram no aparato!

Pilar viu pirarucu,
que fora em vida insensato,
transformado, virou peixe,
por um grande assassinato,
que a Tupã enfureceu,
nesta lenda que relato!

Encontraram com a Iara,
o que quase deu num rapto,
pois o Breno foi à água
encantado como um pato,
mas sereia foi pescada,
me deixando estupefato!

Na floresta encantada,
mergulhada em um charco,
cataram fruta das árvores
sem ter que sair do barco,
e viram um lenhador
de juízo torto e parco!

Pois a árvore em perigo
de extinção estava a cargo,
Curupira apareceu
e foi feito então o embargo,
com seus porcos e morcegos,
deu pro homem fim amargo!

Ouviram jaguatirica
que chegava pelo mato,
caçando bicho-preguiça
que foi salvo pelo gato,
um namorador ligeiro,
que na fera deu um trato!

Cheiro de cobra sentiram...
Pescador foi enrolado!
Mas após tomar pedrada,
o bicho foi assustado
e fugiu deixando o homem,
de corpo todo quebrado!

Então pra salvar o homem,
Roberto foi procurado,
era o pesquisador,
do jornal já mencionado,
mas nesse primeiro instante
nada disso foi notado!

O mito da Cobra-Grande,
— a Boiúna! — foi narrado,
no princípio a cobra tinha,
fruto de tucum guardado,
com a noite dentro dele,
onde escuro foi selado!

Mas abriram-lhe os homens,
dias foram apagados,
noite eterna tomou conta,
‘té que foram restaurados
por Boiúna que tornou
em macacos os culpados!

Pilar nota que Roberto,
tendo a ele observado,
era o pesquisador
no jornal fotografado,
mas decide esperar
pra abordar o pai achado!

E pelas icamiabas,
foi o grupo aprisionado,
observando o ritual
por guerreiras realizado,
eram índias amazonas,
mas Pilar ficou de lado!

O colar muiraquitã,
em Roberto colocado,
revelou o amor à líder,
com seu brilho ritmado,
e Pilar o deu a Breno,
que brilhou do amor guardado!

Dia após à aventura,
o segredo foi contado:
“É você meu pai, Roberto?!”
Respondeu, emocionado:
“Eu não sou, infelizmente…”
Choro e pranto revoltado!

No caminho para casa,
em Belém, lá no mercado,
em Salinas, praia linda,
foi o choro apaziguado:
“Mas será que encontrarei
meu paizinho tão amado?!”

Já em casa, descobriu,
a mãe tinha um namorado,
que cuidou do seu gatinho,
que fugiu desesperado
e sumiu na rede mágica…
Livro dois já foi lançado!

Flávia Lins quem escreveu
este livro que refaço,
num cordel pro professor
que trabalhou passo-a-passo,
quem quiser, que o declame
se a memória for de aço!

31/05/2026

Felizes Desde Sempre

Era uma vez,
no Reino de Tudo-Bem,
alguém com quem
estava tuuuudo
“muito bem”.
E sendo assim,
pois bem,
FIM
(a felicidade faz histórias ruins)

01/05/2026

O Pato de Pato Branco

Lá vai o pato
Pato aqui que vai pra lá
Lá vai o pato
Para ver onde é que dá

O pato pateta
tomou leite quente
bateu no "mareco"
lhe deu dor de dente

Passou no potreiro
bateu no cavalo
levou uma bica
caiu lá no "baro"

Foi comer um pão
com vina e polenta
ficou engasgado
tossiu pela venta

Quebrou a tigela
por falta de tento
fugiu no pinote
mas que lazarento

O pato pateta
lá de Pato Branco
foi louco de "buro"
bateu no "baranco"

"Moreu" o pato
que tomou o leite quente
aliviado
que passou a dor de dente

30/04/2023

Vira, Virô, Sô

Subi no pé de pêsse
Nhô Lau me deu um tiro
Caí do pé de pêsse
Corri porque me viro

Sopa de Letrinhas

Tem sopa de galinha
Sopa de macarrão
Tem sopa de abobrinha
Sopa na refeição!

Tem sopa de lentilha
Sopa de almeirão
Tem sopa de ervilha
Sopa tem de montão!

Sopa tem batatinha
Há sopa de agrião
Sopa tem cebolinha
Há sopa de feijão!

Sopa tem capuchinha
Há sopa de melão
Sopa tem ardidinha
Pra tudo "quié" João!

Sopa primordial
É sopa científica
Da vida original
Teoria magnífica!

Mas sopa de abobrinhas
A pseudocientífica
Mente nas entrelinhas
E apela pra política

Creme pros importantes
Traz canja, a enfermeira
Caldo para gestantes
Faz mimo, a cozinheira

Sopa pros visitantes
Receita bem ligeira
Pronta está em instantes
Se feita a sua feira

Com gente esfomeada
Ainda há solução
A tática é testada:
Bota água no feijão

"Feijão?! Mas não é feijão
É só sopa, 'cê não viu?"
Se da água não gostou
Chapeuzinho te serviu

Mas vou parar a arte
Termine a refeição
Não comeu sua parte?
Deu sopa, meu irmão!

28/07/2022

Lógica Circular

Eles dizem:
"Pois ter metro
e setenta
de altura
é ter boa
estatura."

Como sabem:
"Temos boa
estatura:
o bom metro
e setenta
de altura."

Que loucura!