O que não foi completado
numa semana inteira
jamais é bem terminado
em meio a uma sexta-feira.
Poeta Transparente
Site de poesia com poemas de Christiano Linzmeier.
18/09/2026
Aula de Leitura
A prô do pré
trouxe o pré
pra pregar o livro
Mas o pré
só não prode
pregar ele não
Livro não se prega
não se prega não
livro só se entrega
se entrega na mão
“Prô, deu probrema!”
A pô do pé
touxe o pé
pa pegá o livo
Mas o pé
só não pode
pegá ele não
Pé não pega livo
pé não pega não
o que pega livo
é só minha mão
“Pô, deu pobema!”
A plô do plé
tlouxe o plé
pla plegar o livlo
Mas o plé
só não plode
plegar ele não
Plé não plega nada
não plega nadinha
só quem plega livlo
é o Cebolinha
“Plô, deu ploblema!”
A prô do pré
trouxe o pré
pra pegar o livro
E o pré
trouxe o livro
para devolver
Aqui está o livro
eu cuidei com jeito
vou trocar por outro
e falar direito
trouxe o pré
pra pregar o livro
Mas o pré
só não prode
pregar ele não
Livro não se prega
não se prega não
livro só se entrega
se entrega na mão
“Prô, deu probrema!”
A pô do pé
touxe o pé
pa pegá o livo
Mas o pé
só não pode
pegá ele não
Pé não pega livo
pé não pega não
o que pega livo
é só minha mão
“Pô, deu pobema!”
A plô do plé
tlouxe o plé
pla plegar o livlo
Mas o plé
só não plode
plegar ele não
Plé não plega nada
não plega nadinha
só quem plega livlo
é o Cebolinha
“Plô, deu ploblema!”
A prô do pré
trouxe o pré
pra pegar o livro
E o pré
trouxe o livro
para devolver
Aqui está o livro
eu cuidei com jeito
vou trocar por outro
e falar direito
12/09/2026
De Poetas e Malandros
Remédios Para Todo Tipo de Coração
(De Hardy Guedes Alcoforado Filho)
Um camelô passou anunciando:
“Amor é a melhor solução
para qualquer tipo de coração.
Para um coração doente de paixão,
o amor é o remédio que lhe deixa são!
Para um coração que vive amargurado,
a doçura de um amor é o mais indicado!
Para um coração sem esperança,
o amor faz renascer e o transforma em criança!
Para um coração solitário,
o amor é companhia em qualquer horário!
Para um coração tristonho,
o amor é a alegria, é riso, é sonho!
Para um coração vazio de sentimentos,
o amor lhe preenche em todos os momentos.”
–|–
Malandros Para Todo Tipo de Situação
(De Leléu, Camelô)
Mas pra você que não tem problema do coração,
mas na unha do pé e o calo no dedão,
o cabelo caiu, o que mais caiu não levanta,
a ruga e a estria no espelho lhe espanta,
a cabeça dói, o baço dói, o braço dói,
é mais fácil dizer só onde não dói,
a urticária na pele coça o dia inteiro,
o médico já levou todo o seu dinheiro,
pra você, que sofre de todos os males e aflições,
eu trago aqui a solução: Elixir Dois Corações!
Esse produto maravilhoso, poderoso,
valoroso e milagroso,
que é produto da ciência,
com a graça de deus e a excelência
laboratórica e farmacêutica
do laboratório Coração de Mamãe
está aqui em promoção
pro moção e pra mocinha,
— mas com estoque limitado,
porque não é amor de mãinha!
25/08/2026
Pão de Eló
— Eló, Eló, Eló!
Tu és pobre como só!
Trabalha a semana inteira
pra comprar um pão de ló!
— Mas o pão de ló está caro!
Está caro como só!
Eu levo a semana inteira
pra comprar um pão de ló!
— Mas então por que tu compras?!
Por que compras pão de ló?!
Se está caro como falas,
se está caro como só!
— Porque o resto é lero-lero,
quero-quero é pão-de-ló!
Que é gostoso que só vendo,
que é gostoso como só!
— Mas vai todo o teu dinheiro
pra pagar unzinho só!
Que é que custa uma semana
ficar sem um pão de ló?!
— O que custa é “a semana”
sem comer um pão de ló!
Imagine que tortura,
que penúria! Pense só!
— Tu não queres nem tentar,
nem sequer uma vez só,
e trocar por outro pão
que não seja um pão de ló?
— Ficar sem o meu pãozinho,
gostosinho, que é de ló?
Meu pãozinho apetitoso,
deleitoso como só?!
Tu és pobre como só!
Trabalha a semana inteira
pra comprar um pão de ló!
— Mas o pão de ló está caro!
Está caro como só!
Eu levo a semana inteira
pra comprar um pão de ló!
— Mas então por que tu compras?!
Por que compras pão de ló?!
Se está caro como falas,
se está caro como só!
— Porque o resto é lero-lero,
quero-quero é pão-de-ló!
Que é gostoso que só vendo,
que é gostoso como só!
— Mas vai todo o teu dinheiro
pra pagar unzinho só!
Que é que custa uma semana
ficar sem um pão de ló?!
— O que custa é “a semana”
sem comer um pão de ló!
Imagine que tortura,
que penúria! Pense só!
— Tu não queres nem tentar,
nem sequer uma vez só,
e trocar por outro pão
que não seja um pão de ló?
— Ficar sem o meu pãozinho,
gostosinho, que é de ló?
Meu pãozinho apetitoso,
deleitoso como só?!
— Minha nossa, que exagero,
mas e nem um dia só?!
Tu não ficas um só dia
sem o tal do pão de ló?!
— Por uns dias até fico,
até seis de uma vez só,
só não fico uma semana...
Não abuse, tenha dó!
mas e nem um dia só?!
Tu não ficas um só dia
sem o tal do pão de ló?!
— Por uns dias até fico,
até seis de uma vez só,
só não fico uma semana...
Não abuse, tenha dó!
— Só que assim não é possível,
tem que ser muito socó
pra gastar de uma só vez
todo o ganho do suor!
Tu és mulo como a mula!
Tu és leso como só!
Trabalhando tanto, tanto,
gasta tudo, seu coió!
— A formiga só trabalha,
a cigarra canta o dó,
o ré, mi, fá, sol, lá, sí,
mas não canta em lá maior,
eu trabalho pra viver,
não pra ter e guardar só,
de que vale o sofrimento…
...sem comer um pão de ló?
— Mas assim não dá, meu pai!
Não tem como, minha avó!
Não tem nada que te faça
esquecer o pão de ló?!
— Chantilly, também morango,
mas se for de uma vez só,
e melhor é com café…
…e também com pão de ló!
— Tu és mesmo pãodelólatra…
— Sou, não nego, mas é só.
— É verdade, tu trabalhas…
— Pra pagar meu pão de ló.
“A lição de hoje é essa,
se aprender vai ser melhor,
todos temos um amor,
quem não tem está pior,
o de um é grande coisa,
o do outro é menor,
se você não tem o seu…
…então prove um pão de ló!”
tem que ser muito socó
pra gastar de uma só vez
todo o ganho do suor!
Tu és mulo como a mula!
Tu és leso como só!
Trabalhando tanto, tanto,
gasta tudo, seu coió!
— A formiga só trabalha,
a cigarra canta o dó,
o ré, mi, fá, sol, lá, sí,
mas não canta em lá maior,
eu trabalho pra viver,
não pra ter e guardar só,
de que vale o sofrimento…
...sem comer um pão de ló?
— Mas assim não dá, meu pai!
Não tem como, minha avó!
Não tem nada que te faça
esquecer o pão de ló?!
— Chantilly, também morango,
mas se for de uma vez só,
e melhor é com café…
…e também com pão de ló!
— Tu és mesmo pãodelólatra…
— Sou, não nego, mas é só.
— É verdade, tu trabalhas…
— Pra pagar meu pão de ló.
“A lição de hoje é essa,
se aprender vai ser melhor,
todos temos um amor,
quem não tem está pior,
o de um é grande coisa,
o do outro é menor,
se você não tem o seu…
…então prove um pão de ló!”
14/08/2026
Irmãos Cara-mais-ó
Os irmãos Cara-mais-ó,
cara lavada que só,
um é tapado, o outro bocó,
não leem! só falam!
que dó!
cara lavada que só,
um é tapado, o outro bocó,
não leem! só falam!
que dó!
Visitas da Biblioteca
São só duas professoras,
mas são muito diferentes,
uma chega devagar,
a outra vem de repente,
uma gosta da verdade,
a outra… de quem não mente.
No alto do prédio ao lado,
assentou-se um passarão
e ficou lá vigiando
toda nossa animação;
parecia um bem-te-vi,
dimensão de bem-te-vão.
Às vezes são barulhentos,
às vezes são uns amores,
um começa a uivar,
todos viram trovadores,
o som que vem da janela
é o coral dos cães cantores.
No alto da escadinha,
a biblioteca bacana
repousa, escondidinha,
visitas toda semana,
guardando histórias da vida
“Gostosas como bananas!”
uma chega devagar,
a outra vem de repente,
uma gosta da verdade,
a outra… de quem não mente.
No alto do prédio ao lado,
assentou-se um passarão
e ficou lá vigiando
toda nossa animação;
parecia um bem-te-vi,
dimensão de bem-te-vão.
Às vezes são barulhentos,
às vezes são uns amores,
um começa a uivar,
todos viram trovadores,
o som que vem da janela
é o coral dos cães cantores.
No alto da escadinha,
a biblioteca bacana
repousa, escondidinha,
visitas toda semana,
guardando histórias da vida
“Gostosas como bananas!”
13/08/2026
Resumo de Pilar na Amazônia
Os pilares desta história
são Pilar, Breno e o gato,
à Amazônia eles vão
para investigar um fato,
se era o homem no jornal
pai sumido, não boato!
Foi julgada esquisita,
— e era isso muito chato! —
pois Pilar não conhecia
o pai que o destino ingrato
lhe roubara e... devolvia
num jornal tão inexato?!
Eles têm a rede mágica,
e já nela entrara o gato,
aparatam para lá,
pra floresta indo a jato,
prum barco cheio de redes,
navegando bem pacato!
Em mar de redes se deitam,
viajando com recato,
gato ali foi encontrado,
lambendo açaí num prato,
passeando no Amazonas,
ficou roxo — que barato!
Solimões, o rio barroso,
Rio Negro, em contato,
Que as águas não se fundiam
perceberam já no ato,
e fazendo mais amigos,
conversaram no aparato!
Pilar viu pirarucu,
que fora em vida insensato,
transformado, virou peixe,
por um grande assassinato,
que a Tupã enfureceu,
nesta lenda que relato!
Encontraram com a Iara,
o que quase deu num rapto,
pois o Breno foi à água
encantado como um pato,
mas sereia foi pescada,
me deixando estupefato!
Na floresta encantada,
mergulhada em um charco,
cataram fruta das árvores
sem ter que sair do barco,
e viram um lenhador
de juízo torto e parco!
Pois a árvore em perigo
de extinção estava a cargo,
Curupira apareceu
e foi feito então o embargo,
com seus porcos e morcegos,
deu pro homem fim amargo!
Ouviram jaguatirica
que chegava pelo mato,
caçando bicho-preguiça
que foi salvo pelo gato,
um namorador ligeiro,
que na fera deu um trato!
Cheiro de cobra sentiram...
Pescador foi enrolado!
Mas após tomar pedrada,
o bicho foi assustado
e fugiu deixando o homem,
de corpo todo quebrado!
Então pra salvar o homem,
Roberto foi procurado,
era o pesquisador,
do jornal já mencionado,
mas nesse primeiro instante
nada disso foi notado!
O mito da Cobra-Grande,
— a Boiúna! — foi narrado,
no princípio a cobra tinha,
fruto de tucum guardado,
com a noite dentro dele,
onde escuro foi selado!
Mas abriram-lhe os homens,
dias foram apagados,
noite eterna tomou conta,
‘té que foram restaurados
por Boiúna que tornou
em macacos os culpados!
Pilar nota que Roberto,
tendo a ele observado,
era o pesquisador
no jornal fotografado,
mas decide esperar
pra abordar o pai achado!
E pelas icamiabas,
foi o grupo aprisionado,
observando o ritual
por guerreiras realizado,
eram índias amazonas,
mas Pilar ficou de lado!
O colar muiraquitã,
em Roberto colocado,
revelou o amor à líder,
com seu brilho ritmado,
e Pilar o deu a Breno,
que brilhou do amor guardado!
Dia após à aventura,
o segredo foi contado:
“É você meu pai, Roberto?!”
Respondeu, emocionado:
“Eu não sou, infelizmente…”
Choro e pranto revoltado!
No caminho para casa,
em Belém, lá no mercado,
em Salinas, praia linda,
foi o choro apaziguado:
“Mas será que encontrarei
meu paizinho tão amado?!”
Já em casa, descobriu,
a mãe tinha um namorado,
que cuidou do seu gatinho,
que fugiu desesperado
e sumiu na rede mágica…
Livro dois já foi lançado!
Flávia Lins quem escreveu
este livro que refaço,
num cordel pro professor
que trabalhou passo-a-passo,
quem quiser, que o declame
se a memória for de aço!
são Pilar, Breno e o gato,
à Amazônia eles vão
para investigar um fato,
se era o homem no jornal
pai sumido, não boato!
Foi julgada esquisita,
— e era isso muito chato! —
pois Pilar não conhecia
o pai que o destino ingrato
lhe roubara e... devolvia
num jornal tão inexato?!
Eles têm a rede mágica,
e já nela entrara o gato,
aparatam para lá,
pra floresta indo a jato,
prum barco cheio de redes,
navegando bem pacato!
Em mar de redes se deitam,
viajando com recato,
gato ali foi encontrado,
lambendo açaí num prato,
passeando no Amazonas,
ficou roxo — que barato!
Solimões, o rio barroso,
Rio Negro, em contato,
Que as águas não se fundiam
perceberam já no ato,
e fazendo mais amigos,
conversaram no aparato!
Pilar viu pirarucu,
que fora em vida insensato,
transformado, virou peixe,
por um grande assassinato,
que a Tupã enfureceu,
nesta lenda que relato!
Encontraram com a Iara,
o que quase deu num rapto,
pois o Breno foi à água
encantado como um pato,
mas sereia foi pescada,
me deixando estupefato!
Na floresta encantada,
mergulhada em um charco,
cataram fruta das árvores
sem ter que sair do barco,
e viram um lenhador
de juízo torto e parco!
Pois a árvore em perigo
de extinção estava a cargo,
Curupira apareceu
e foi feito então o embargo,
com seus porcos e morcegos,
deu pro homem fim amargo!
Ouviram jaguatirica
que chegava pelo mato,
caçando bicho-preguiça
que foi salvo pelo gato,
um namorador ligeiro,
que na fera deu um trato!
Cheiro de cobra sentiram...
Pescador foi enrolado!
Mas após tomar pedrada,
o bicho foi assustado
e fugiu deixando o homem,
de corpo todo quebrado!
Então pra salvar o homem,
Roberto foi procurado,
era o pesquisador,
do jornal já mencionado,
mas nesse primeiro instante
nada disso foi notado!
O mito da Cobra-Grande,
— a Boiúna! — foi narrado,
no princípio a cobra tinha,
fruto de tucum guardado,
com a noite dentro dele,
onde escuro foi selado!
Mas abriram-lhe os homens,
dias foram apagados,
noite eterna tomou conta,
‘té que foram restaurados
por Boiúna que tornou
em macacos os culpados!
Pilar nota que Roberto,
tendo a ele observado,
era o pesquisador
no jornal fotografado,
mas decide esperar
pra abordar o pai achado!
E pelas icamiabas,
foi o grupo aprisionado,
observando o ritual
por guerreiras realizado,
eram índias amazonas,
mas Pilar ficou de lado!
O colar muiraquitã,
em Roberto colocado,
revelou o amor à líder,
com seu brilho ritmado,
e Pilar o deu a Breno,
que brilhou do amor guardado!
Dia após à aventura,
o segredo foi contado:
“É você meu pai, Roberto?!”
Respondeu, emocionado:
“Eu não sou, infelizmente…”
Choro e pranto revoltado!
No caminho para casa,
em Belém, lá no mercado,
em Salinas, praia linda,
foi o choro apaziguado:
“Mas será que encontrarei
meu paizinho tão amado?!”
Já em casa, descobriu,
a mãe tinha um namorado,
que cuidou do seu gatinho,
que fugiu desesperado
e sumiu na rede mágica…
Livro dois já foi lançado!
Flávia Lins quem escreveu
este livro que refaço,
num cordel pro professor
que trabalhou passo-a-passo,
quem quiser, que o declame
se a memória for de aço!
31/05/2026
Felizes Desde Sempre
Era uma vez,
no Reino de Tudo-Bem,
alguém com quem
estava tuuuudo
“muito bem”.
E sendo assim,
no Reino de Tudo-Bem,
alguém com quem
estava tuuuudo
“muito bem”.
E sendo assim,
pois bem,
FIM
(a felicidade faz histórias ruins)
FIM
(a felicidade faz histórias ruins)
Assinar:
Postagens (Atom)