31/01/2020

O Ministério Adverte

Poesia é como cerveja:
a primeira vez que se toma,
tem gosto de
"por que alguém bebe isto?!"
Mas quando se vai poemando,
a LíNguA vaI muDanDo
e o sabor vai surgindo,
e de repente você pode se ver, haha, embriagado
(— Você está bebaaaaaço. Eu não. Olha o 4. Ops!)
dizendo coisas divertidas,
palavras dos cotovelos,
coisas sem sentido,
especialmente aos que estão sóbrios
e podem, é, hum, é, podem,
hum, achá-lo, (h)um(,) chato(!)
inc on ven i en te
(— Para com isso!!!)
até que se embriaguem.
Então tudo é risada.
(— Aquele poema!!! Hahaha.)

A poesia é como a cerveja,
se alguém te conta o que se sente
quando se embriaga e ri,
você não experimenta a coisa em si.
Só ao experimentar a coisa em si,
você experimenta a coisa em si
e só ao experimentar a coisa em si,
você experimenta a coisa em si
e só (— A gente entendeu, muda o disco.)
...então "experimenta"
(— Do verbo experimentar?)
do latim! experimentare:
ou seja, experiencia,
ou seja, vive,
ou seja, vivencia,
ou seja, — ria, seu chato!
É.
Você.
Você aí.
... vivenciar é diferente
de entender, se é que (me) entende.
Entende?
Pois não entenda,
desentenda,
e viva.

Vivencia!

E relaxe pois, todavia,
a poesia não é como a cerveja:
se dirigir, não beba,
se poetar, regozija!
Não poeme-se com moderação,
meta a boca na botija!

Nenhum comentário:

Postar um comentário