20/01/2020

Elucubrações (Despóstumas de Desbrás Cubas)


A natureza do saber
é tal que se pode saber
que o saber sempre pode
deixar de ser.

De repente,
um novo saber surge
que derruba o que anteriormente se sabia
e tudo
que
Havia(!)
c
a
i
ao chão.

E o (velho) saber, ou conhecimento, é substituído, então.

Então(!)
estar de bem com o conhecimento é,
por conseguinte, estar de bem com a possibilidade
(de ver
dade)
de ser corrigido,
des
mentido
pelo
des
conhecido
que (sim,) pode
vir
a ser
conhecido.

É estar de bem com a possibilidade de estar
errado,
enganado,
equivocado
e estar de bem com
aqueles vinte e oitenta por cento das chances
que o Pareto notou no princípio
ou, ao menos, (a princípio,)
com o
zero
vírgula
zero zero,
zero zero zero
zero zero zero zero
zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero
zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero zero
alguma coisa
por cento
de chance de estar errado.

Já a natureza da fé, eu a chamarei de fé, é, eu direi que é, tal que se está de bem com crer naquilo não se pode saber porque não pode ser testado, e o que não pode ser testado não pode ser descoberto como estando errado, enganado, equivocado, desacertado, porque não pode, pois é, ser testado, e você só fica de bem com não poder saber e pode se dedicar mais a crer (e convém dizer isto assim rápido porque combina, você há de entender) (e convém não muito discorrer e detalhar porque idem, você também há de entender).

Então,
pois, então,
saber é ver pra crer,
enquanto fé é crer sem ver.

.
.
.

Se isso é verdade?

Ora,
fique à vontade
para crer ou testar
para sabcrer ou descreartar
a hipótese.

E se
e quando
o fizer, se fizer,
seja então bem-vindo
à "cer-" ou "incer-"
teza eterna
enquanto
dure.

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