Na casa do meu tio Bilac,
Seu relógio nunca faz tic,
Sempre faz tac.
Quem tem tic é meu tio Bilic,
Deixa nervoso o tio Bilac,
Que dá chilic.
(Ou dá chilac?!)
Sei que gosto do tio Bilac;
Quando o relógio faz tac-tac,
Tem chocolate.
O tio Bilic tem muito pic;
Com ele, triste, não tem quem fic.
Um beijo chuac, o pato quic.
(Não era quac?!)
Na casa do meu tio Bilac,
Seu relógio nunca faz tic,
Só faz só tac.
É que ele teve um piripac;
Lhe deu atac do ponteirão.
Agora quando tic-taqueia,
É com sotac, tem jeito não.
Tio Bilic, relojoeiro,
Quis arrumar tal badulac,
Mas seu tic, o tempo inteiro,
Descompassava seu plic-plac.
Assim se foi, que no tio Bilac
Não tem mais tic, só tem o tac.
Então fiz este poema
Como meu tio, que nisso é crac.
(E o que houve com o pato
Que fazia quic, em vez de quac?
Foi pra panela, a gente NHAC!)
25/12/2021
A Casa do Tio Bilac
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