28/12/2021

A Invenção da Tampinha

Muita coisa se inventou,
coisa nova e criativa,
desde a roda se dá show,
nesta bela iniciativa.

Sua nova invenção,
ó, tampinha inventiva,
muito prosa de emoção
deixou todos que cativas.

Se tamanho te faz falta,
não te apures, ó amiga,
esta mente é mais alta,
ó, que levas na barriga.

Se por fome a inventaste,
com tamanho de formiga,
éres grande, já pensaste?
De intelecto e de lombriga.

( POU! )

O poema arrefeceu,
acabou de forma abrupta,
a tampinha me bateu,
a tampinha ficou xucra.

25/12/2021

A Casa do Tio Bilac

Na casa do meu tio Bilac,
Seu relógio nunca faz tic,
Sempre faz tac.

Quem tem tic é meu tio Bilic,
Deixa nervoso  o tio Bilac,
Que dá chilic.

(Ou dá chilac?!) 

Sei que gosto do tio Bilac;
Quando o relógio faz tac-tac,
Tem chocolate.

O tio Bilic tem muito pic;
Com ele, triste, não tem quem fic.
Um beijo chuac, o pato quic. 

(Não era quac?!) 

Na casa do meu tio Bilac,
Seu relógio nunca faz tic,
Só faz só tac.

É que ele teve um piripac;
Lhe deu atac do ponteirão.
Agora quando tic-taqueia,
É com sotac, tem jeito não.

Tio Bilic, relojoeiro,
Quis arrumar tal badulac,
Mas seu tic, o tempo inteiro,
Descompassava seu plic-plac.

Assim se foi, que no tio Bilac
Não tem mais tic, só tem o tac.
Então fiz este poema
Como meu tio, que nisso é crac.

(E o que houve com o pato
Que fazia quic, em vez de quac?
Foi pra panela, a gente NHAC!)